16 de Dez de 2018
 
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22/09/2018
 

Procedimento não invasivo, Radiocirurgia contra câncer de pulmão tem 89% de êxito

A Radioterapia Estereotáxica Corporal, conhecida como radiocirurgia, é um procedimento não invasivo, que obtem 89% de êxito na destruição de nódulos no pulmão em pessoas mais velhas, que tem outros problemas de saúde, segundo o estudo do Hospital Sírio-Libanês publicado no Journal of Global Oncology - revista científica da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco). A pesquisa, que teve início em 2007 e durou até 2015, avaliou os resultados em 54 pacientes do hospital classificados como frágeis, geralmente idosos que já tiveram problemas de saúde, como doenças associadas ao cigarro ou cardíacas. Eles também precisavam estar com o tumor em fase inicial, com menos de 5 centímetros.

“A radiocirurgia traz oportunidade de cura que se aproxima do resultado de uma cirurgia. No nosso estudo, 89% tiveram um controle do tumor no local e, em dois anos, 80% dos pacientes estavam vivos”, diz Carlos Vita Abreu, radio-oncologista do Hospital Sírio-Libanês. A média de idade das pessoas submetidas ao procedimento era de 75 anos. O especialista diz que nenhum paciente morreu nem teve complicações graves após fazer o procedimento.

Ainda de acordo com o Estadão, o câncer de pulmão atinge principalmente fumantes e, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), é o tipo mais comum entre os tumores malignos - e altamente letal. Para este ano, a estimativa de novos casos, de acordo com o instituto, é de 31.270.

“A radiocirurgia é uma modalidade de radioterapia que, graças à precisão e a quantidade de dose de radiação utilizada, apresenta resultados semelhantes à cirurgia. Esta técnica consiste numa modalidade de tratamento não invasiva, sem necessidade de cortes na pele ou anestesia. Em virtude da grande potência deste tratamento, é indispensável a utilização de tecnologia de última geração para a sua realização e normalmente são realizadas de uma a cinco aplicações de radioterapia. Os pacientes submetidos a este tratamento não necessitam de internação”, explica Rafael Gadia, diretor de Radioterapia na unidade de Brasília do hospital.

 

SUS

O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) tem o serviço de radiocirurgia desde 2011. Até agora, 264 pacientes já receberam o tratamento, dos quais 116 tinham câncer de pulmão. Os demais eram pacientes com câncer de fígado, nos ossos, sarcoma e no pâncreas. O Icesp afirma ter sido pioneiro nas técnicas de radiocirurgia intracraniana e radiocirurgia corpórea no Sistema Único de Saúde (SUS).

 

*Bahia Noticias

 
 
 
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